Um em cada cinco municípios brasileiros
poderá ter dificuldades para fechar suas contas este ano devido aos
impactos, sobre as folhas de pagamento do funcionalismo, do reajuste de
14,13% no salário mínimo e do piso nacional dos professores,
possivelmente em torno de 22%. O presidente da Confederação Nacional dos
Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, estima que os dois aumentos
combinados deverão pendurar uma conta extra de quase R$ 8 bilhões em ano
de eleições municipais, com possível influência no pleito.
Os maiores problemas, calculou
Ziulkoski, deverão ocorrer no Nordeste, Norte, Centro-Oeste e parte de
Minas Gerais, em prefeituras de cidades pequenas, onde a maioria dos
servidores ganha o mínimo. “O aumento real do salário, desde o início do
governo Lula (2003), já impactou as contas dos municípios em R$ 13,651
bilhões”, disse ele. “Só no ano passado, foi R$ 1,3 bilhão mais, e em
2010, 1,7 bilhão.” A CNM está finalizando os cálculos para determinar
com mais precisão o tamanho do rombo.(Estadão)
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